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QuêniaO que dizem os guias
e o que diz o AFREAKA

Texto e Fotos: Flora Pereira da Silva
Arte: Natan Aquino

 

Você já conhece a seção Mapa do Afreaka? A cada país que passamos, fazemos um confronto entre versão dada pelos guias tradicionais e aquilo que vimos. Às vezes as ideias batem e às vezes seguem caminhos opostos. Toda a comparação vai para a seção Mapa, que hoje já conta com sete textos. Em cada um deles, analisamos as seguintes categorias: introdução, turismo tradicional, turismo alternativo, curiosidades e culinária. Conheça agora a batalha sobre o Quênia.

 

 

INTRODUÇÃO:

O que dizem os guias: Um país onde a poucos metros da linha do Equador deparamos com o Monte Quênia e seu topo coberto de gelo, onde é possível dançar ao ritmo do soukous, a rumba africana, ou de benga, música contemporânea nacional, e onde a diversidade e beleza dos grupos étnicos encantam qualquer viajante.  É também ali que está o Parque Nacional Amboseli responsável por aquela primeira imagem de savana que vem na cabeça: o baobá, os elefantes e ao fundo aquele inacreditável e avermelhado pôr do sol.

 

 

O que diz o AFREAKA: Encantar-se pelo Quênia é fácil. É claro, tem cenários que deixam turistas de boca aberta, mas a verdade é que são as pessoas que fazem o país. No plano pessoal, quenianos adoram receber convidados, conversar e contar histórias. Em qualquer mesa de restaurante, rua ou loja, basta puxar assunto para ganhar um sorriso e horas de conversa para o ar. Se você for um turista motivado, sairá do país cheio de telefones de novas amizades, afinal celular, assim como nos outros países que passamos, também é ‘trending topic’ por lá. No plano social, os jovens quenianos impressionam: são proativos, engajados, originais e meio malucos, cheio de novas ideias. Quênia é do tipo de país que tem o ar de promessa! 

 

 

Turismo Tradicional

O que dizem os guias: Os aventureiros procuram pelo Monte Quênia, considerada uma montanha sagrada, é a 2ª mais alta do continente, só perdendo para o Kilimanjaro. Já o destino dos admiradores da natureza é a Reserva Nacional Masai Mara, que hospeda o evento mais famoso do mundo animal: a imigração dos milhares de gnus, os protagonistas da fatídica cena do filme Rei Leão. Os adeptos de um passeio mais relaxante optam por uma visita ao paradisíaco Arquipélago de Lamu, considerado uma joia do país e chamado pelos locais de Kiwa Nedo -Ilha vaidosa.

 

 

O que diz o AFREAKA: São tantos destinos turísticos no Quênia que fica difícil dizer o que faz ou não faz parte do roteiro tradicional. São infinitos parques, paisagens, montanhas como o Monte Quênia para finalizar: praias paradisíacas. A variedade de cenários é tanta, que para conhecer tudo é preciso aumentar o tempo de estadia. Os parques nacionais são os mais populares, seguidos da costa, que atrai até os próprios turistas quenianos. A dica que fica é: não deixe ser enganado pela má fama de Nairóbi e perca alguns (ou muitos) dias por ali. São inúmeros projetos, museus, prédios malucos e restaurantes deliciosos para te manter ocupado. E se a viagem é para admirar animais, a dica ainda vale: a cidade tem um parque nacional dentro dela, onde girafas contrastam com arranha-céus.

 

 

Turismo Alternativo

O que dizem os guias: Mombasa não é um destino corriqueiro dos turistas, mas quem vai se encanta com a Cidade Velha e suas casas típicas com portas esculpidas e janelas e varandas ornamentadas. Outra parada que pode ser inesquecível são as Ruínas de Gede, um dos principais monumentos da costa africana. Cobertas por um bosque, elas são vestígios do século XIV de uma desenvolvida civilização Suaíli. Para experiências antropológicas, nada melhor que Isiolo, habitada pelas sociedades samburu, rendille, boran e turkana, ou Marsabit onde a mistura de diversas populações locais dá um brilho especial à região.

 

 

O que diz o AFREAKA: ‘Não, de jeito nenhum’, ‘Vocês estão loucos?’, ’Só escoltados por soldados!’ – foi uma das exclamações que escutamos sobre visitar o norte do Quênia. Todos afirmando que estaríamos atravessando um terreno de guerras étnicas. E, como sempre, nada era verdade. As pessoas costumam reproduzir o que ouvem e, mesmo nunca tendo presenciado, confirmam violência onde ela não existe. O norte do país, que estava mais do que tranquilo quando o visitamos, pode trazer momentos inesquecíveis a um viajante, e positivos, claro. As estradas, quase inexistentes, vão abrindo caminho entre vilas tradicionais e um cenário exclusivo no mundo. A dica não é ser cético a todos os comentários, mas saber onde se informar: para saber dos possíveis perigos de um lugar no roteiro, busque se informar com um nativo da região, não há ninguém melhor no mundo para te dar as respostas certas. 

 

 

Curiosidade

O que dizem os guias: Ninguém menos que Barack Obama é descendente queniano. E por isso o país resolveu decretar feriado nacional no dia 4 de Novembro, data em que atual presidente dos Estados Unidos foi eleito. Falando em dias festivos, o país não deixa nenhum domingo lhe passar a perna: se o feriado cai no sétimo dia da semana, ele é oficialmente comemorado na segunda-feira seguinte. É impossível escolher entre todas as coisas interessantes escritas a respeito dessa nação, mas vale destacar que um dia ela já foi fonte alimentadora do rio Nilo, quando o nível de água do Lago Turkana, mais extenso do que toda a costa do país, era 100 metros mais alto, 10 mil anos atrás.

 

 

O que diz o AFREAKA: Sim, Obama é inspiração no Quênia para habitantes e para turistas – não tem quem não saiba onde fica a casa da avó do presidente dos Estados Unidos. Entre as outras curiosidades destaca-se a origem do nome do país, que é uma homenagem ao seu monte mais alto homônimo. No entanto, Kenya é o resultado da inabilidade dos ingleses de pronunciar o seu nome original: Kirinyaga, que na língua local Kikuyu significa ‘monte brilhante’. Já o Lago Turkana não só já foi a fonte abastecedora do Nilo como também entra na disputa pelo berço da humanidade. Foram em suas margens que encontraram um dos hominídeos mais antigos do planeta.

 

 

O que provar?

O que dizem os guias: Nyama choma, churrasco queniano. A diferença é que na maioria das vezes a carne é de cabra. Como acompanhamento não só do nyama, mas de todos os pratos, o tradicional é uma bela porção de legumes. O grão tradicional, utilizado para preparar algumas das especialidades do país é painço, também conhecido como milhete. Apesar de ser um pouco difícil de encontrar, não deixe de provar o chá chai ou o café nacional. O Quênia é responsável por uma das melhores produções do continente. Para apreciadores de cerveja, a nacional Rumba, fermentada com banana, pode ser interessante.

 

 

O que diz o AFREAKA: O famoso purê de milho que é o prato número um dos países que o Afreaka passou, continua fazendo sucesso no cardápio dos quenianos, que trocam fácil um arroz ou um macarrão por uma bela pratada de nshima. De modo geral, as opções no país são bem variadas, mudando conforme a região. Depende de onde pode até ter fortes influências indianas, árabe e etíope. Na capital, forte ponto de gastronomia, tem para todos os gostos – e bolsos. O que não é nada verdade é que o chai ou o café nacional sejam difíceis de encontrar. Café é possível encontrar em qualquer cidade e chai em qualquer lugar com pessoas, ou seja, em todos os pedacinhos do país pode estar pegando fogo de calor que o chá é bem-vindo mesmo assim.

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