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África do SulPotência mundial na área, país caminha para produção sustentável
Texto e Fotos: Flora Pereira da Silva
Arte: Natan Aquino

 

Na ponta do sul do globo, onde o oceano Atlântico encontra-se com o Índico, onde muitos navegadores já naufragaram as suas imponentes embarcações, onde baleias pululam de cá e de lá, encontra-se um perigo eminente: um mergulho embriagado em uma bela garrafa de vinho – um dos melhores do mundo. Cape Town abre passagem para a região de Western Cape, dona de uma combinação rara de solo, clima e vegetação que fazem do vinho local, um dos mais apreciados pelos enólogos da vida.

 

Produzido no país desde 1659, o produto, que tem ganhado cada vez mais visibilidade no exterior e gera uma contribuição anual de 4 bilhões de reais no PIB nacional, é também responsável por um significativo aumento do turismo local – com degustação à vontade, não há quem escape do tour de vinhos e de sua consequente embriaguez. E quem não vai até as fazendas, da mesma forma saboreia a bebida, servida a preço tentador em qualquer bar ou restaurante da cidade.

 

A África do Sul produz 3,3% do vinho mundial, sendo o nono maior produtor do globo. O país conta com 112 590 hectares de vinhas, cuja produção resulta majoritariamente em vinho branco, com destaque para a uva Chenin Blanc. Direta e indiretamente, o negócio resulta em 257 mil pessoas empregadas, sendo 59 mil exclusivas do enoturismo.

 

A aliança dos produtores tem juntado esforços para o comprometimento da indústria com o desenvolvimento sustentável. A SWSA, Vinho da África do Sul Sustentável é responsável por dirigir um programa que busca uma forma de cultivo eco-friendly, certificando com selos de sustentabilidade os fabricantes engajados. Online, é possível verificar se o vinho é ou não de proveniência ecológica, apenas digitando o número do selo encontrado na garrafa.

 

No passeio às vinícolas, além da degustação o visitante também recebe uma aula de como saborear um bom vinho. Confira algumas dicas abaixo:

 

1 – Em uma degustação, o vinho branco é sempre o primeiro. Isso porque o tinto é mais trabalhado e tem o gosto mais forte.
Com o vinho branco servido no copo, comece com o clássico girar do copo- esse ato ajuda a exaltar o odor do vinho. Logo após a chacoalhada, leve o copo até o nariz e confira se o cheiro te agrada.

 

2 – Levanta o copo em direção a luz, o deixando levemente inclinado – é hora de dar uma confira na coloração do vinho. Quando voltar à posição vertical do copo, confira a velocidade com que as gotas escorrem. Quanto mais rápido, maior o teor alcoólico do vinho.

 

3 – Dê um primeiro gole do vinho (sem engolir) e bocheche o líquido dentro da boca. Assim é possível sentir o gosto da bebida com todos os pontos da língua, cada um com uma sensibilidade diferente.

 

4 – Logo em seguida, é preciso aerar a bebida dentro da boca, o sabor do vinho se destacará ainda mais. Para saber se o vinho é bom, a resposta é pessoal: você tem que ter gostado do cheiro, da textura e, é claro, do gosto.

 

5 – Se você for seguir o protocolo a risca, o próximo passo é cuspir o vinho no provador (uma espécie de garrafa para os restos). É claro, que a grande maioria dos visitantes não se dá ao luxo de tal desperdício, aproveitando cada gole dos vinhos sul-africanos.

 

6 – Entre um vinho e outro, jogue um pouco de água no copo, balance levemente e jogue o líquido fora. Assim, você poderá sentir com mais precisão o gosto da próxima safra. Agora é só esperar a próxima garrafa e aproveitar!

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